Em que pese toda a tragédia humana causada pelo coronavirus, algumas notícias nos ajudam a entender a proporção do impacto que essa parada obrigatória dos maiores emissores de poluição ambiental do mundo teve sobre o meio ambiente e o planeta
Imagens de satélite da NASA e da ESA (Agência Espacial Europeia) mostraram uma redução dramática nas emissões de dióxido de nitrogênio nas principais cidades da China, nos últimos dois meses. Assim, como diversas fábricas fecharam e carros pararam de circular devido à quarentena imposta. Recentemente na Itália, os famosos canais de Veneza, que levam fama de poluídos e com mau cheiro, tiveram uma diminuição tão drástica no tráfego que foi possível registrar fotos de águas claras e peixes que voltaram ao seu habitat.
De acordo com o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA), de 3 de fevereiro a 1º de março, as emissões de CO2 na China diminuíram pelo menos 25% como consequência das medidas de paralisação das atividades econômicas adotadas para conter o Novo coronavírus. Como a maior poluidora do mundo, a China contribui para 30% das emissões globais anuais de dióxido de carbono, de forma que o impacto dessa queda é superior ao compromisso assumido no Acordo de Paris.
O mesmo foi observado na Itália, novo epicentro da pandemia, em que cidades como Milão, as emissões de NO2 caíram cerca de 40% em semanas. Assim, enquanto vivemos em um confinamento sem precedentes, o meio ambiente ficou mais limpo!
O interessante é que nas discussões entre governantes e especialistas sempre houve o foco de não se conseguir cumprir os números do Acordo de Paris, que era uma redução que se esperava para não sofrermos os efeitos desse aquecimento global. E agora, “sem querer”, atingimos. Eu não sei por quanto tempo isso vai se manter mas, pelo menos, momentaneamente foi conquistada essa redução que todos julgavam impossível.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda por petróleo cairá pela primeira vez desde 2009, devido ao encolhimento da indústria e a interrupções de viagens e atividades comerciais.
Entretanto, em 2009 o governo chinês lançou um pacote econômico em resposta à crise financeira global, principalmente ligado a projetos de infraestrutura. Com essa interrupção do ciclo econômico, há um grande receio de que a China retome seu plano original para reiniciar sua economia se utilizando de níveis ainda mais altos de insumos poluentes e tóxicos, com mais prejuízos ainda para o meio ambiente.
Importante pontuar e sem desmerecer o momento dramático em que vivemos, sob condições normais, mais de 4 milhões de pessoas morrem por ano devido à poluição atmosférica e com pouquíssimos esforços dos governantes globais ao combate à poluição!

Por quatro anos foi escolhida pelo Prêmio Análise Advocacia como uma das advogadas mais admiradas na área de Meio Ambiente no Brasil.
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Diplomada em Estudos Aprofundados (D.E.A.) em Science du Travail et de la Formation pela Université de Metz (França), com um estudo comparado da qualidade ambiental, planejamento urbano e políticas públicas, entre as cidades de Campinas/SP e Metz/Fr.
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Recebeu o título de Doutora em Ciências Sociais na área de Transformações Sociais e Políticas Públicas nas Sociedades Contemporâneas pela UNICAMP com a reflexão sobre a efetividade da proteção ambiental no Brasil, com uma análise sobre a lei de crimes ambientais e as decisões proferidas pelo STF.
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Graduada em Direito pela Universidade São Francisco e em Ciências Sociais pela UNICAMP, com especialização em Direito Público pela Escola Paulista da Magistratura e Gestão Ambiental pela UNICAMP, com extensão em Direito Ambiental pelo Instituto Brasileiro de Advocacia Pública – IBAP e Direito Internacional Público pela Academia de Direito Internacional de Haia (Holanda). Professora dos cursos de graduação e pós-graduação. Membro do Departamento de Meio Ambiente da CIESP Campinas, da Câmara de Comércio Americana (Amcham). Foi consultora da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (2009-2010), para elaboração e revisão das normas ambientais e de recursos hídricos para o Estado.
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Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/Campinas, membro do FUNDIF, do CONGEAPA e do CONDEMA.
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Site http://renatafranco.com.br/
Telefone 19 3578.1119
e-mail: [email protected]
Endereço: Av. José de Souza Campos, 1073 | Sala 15 – Helbor Offices Norte Sul – Campinas/SP


