Livro explica como o Model Context Protocol (MCP) conecta modelos de inteligência artificial a bancos de dados e ferramentas jurídicas, ampliando a atuação da IA

A inteligência artificial está entrando em uma nova fase. Depois da popularização dos prompts, comandos usados para orientar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude, o próximo passo é transformar esses modelos em sistemas capazes de acessar documentos, consultar bancos de dados e executar tarefas de forma integrada.

A inteligência artificial, IA, está entrando em uma nova fase. Depois da popularização dos prompts, comandos usados para orientar ferramentas como ChatGPT, Gemini...

Essa mudança é impulsionada pelo Model Context Protocol (MCP), tecnologia que vem ganhando espaço no desenvolvimento de aplicações de IA por permitir que diferentes modelos se conectem a sistemas, arquivos e ferramentas externas. Na prática, isso significa que a inteligência artificial deixa de funcionar apenas como um chatbot passando a atuar como parte dos fluxos de trabalho das empresas.

No setor jurídico, onde a análise de documentos, pesquisas e consultas a bases de dados fazem parte da rotina, essa evolução pode reduzir etapas operacionais e tornar o uso da IA mais eficiente e seguro.

A aplicação dessa tecnologia é detalhada no livro “Engenharia de Prompts no Direito 2.0: Da instrução isolada à arquitetura de contexto”, do professor doutor Solano de Camargo, docente da Faculdade de Direito da USP e presidente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB-SP.

Segundo o autor, a engenharia de prompts está dando lugar à chamada engenharia de contexto, abordagem que organiza as informações e as conexões disponíveis para que a inteligência artificial compreenda o ambiente em que atua antes de produzir respostas ou executar tarefas.

“O MCP transforma o prompt de um ‘bilhete solitário’ em um comando de sistema, capaz de ler arquivos internos, consultar bancos de dados e operar ferramentas jurídicas sem depender de copiar e colar”, explica Solano.

A inteligência artificial, IA, está entrando em uma nova fase. Depois da popularização dos prompts, comandos usados para orientar ferramentas como ChatGPT, Gemini...

Na obra, o pesquisador apresenta uma arquitetura técnica estruturada em quatro camadas para desenvolver sistemas de IA com maior rastreabilidade, auditoria e controle de riscos, características cada vez mais exigidas em áreas reguladas, como o Direito.

Embora o conceito tenha aplicação ampla, seu impacto tende a ser especialmente relevante para escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e órgãos públicos, que lidam diariamente com grandes volumes de documentos e informações sensíveis.

A publicação é a sequência do best-seller “Engenharia de Prompts no Direito”, que originou mais de 170 palestras em todo o país, e integra uma trilogia dedicada à aplicação prática da inteligência artificial na advocacia.

Sobre o autor

Uma nova fase da IA: era dos prompts dá lugar a sistemas integrados 1
Professor Doutor Solano de Camargo

Solano de Camargo é professor doutor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), pós-doutor pela Universidade de Coimbra e presidente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB-SP. É autor de livros sobre Direito Internacional e inteligência artificial aplicada ao Direito, com foco na utilização prática de tecnologias emergentes no ambiente jurídico.

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